Os modelos de impressoras Epson WF-C5310, WF-C5390, WF-C5810 e WF-C5890 que estão com o firmware mais recente não estão aceitando a instalação do firmware chipless de forma automática.
Isso ocorre porque o fabricante atualizou o firmware e implementou uma trava de segurança, impedindo que o firmware chipless seja instalado automaticamente por software, como era feito anteriormente.
Para identificar se a sua impressora está com o firmware travado, é necessário colocá-la em modo de atualização (Firmware Update Mode) e verificar a versão de firmware instalada.
VERIFICAÇÃO DE FIRMWARE – Epson WF-C5310 e WF-C5390

Passo a passo:
1. Desligue a impressora pelo botão Power e aguarde o desligamento completo.
2. Pressione e segure simultaneamente os botões:
STOP + SETA PARA BAIXO + SETA PARA ESQUERDA + POWER.
3. Quando aparecer no visor a mensagem “Firmware Update Mode”, solte todos os botões.

Versões compatíveis:
WF-C5310 → Deve estar na versão DX06, assim vai aceitar a programação direto.
- Se estiver DX07, DX08 ou superior, o firmware está travado.
WF-C5390 → Deve estar na versão DE06, assim vai aceitar a programação direto.
- Se estiver DE07, DE08 ou superior, o firmware está travado.
VERIFICAÇÃO DE FIRMWARE – Epson WF-C5810 e WF-C5890

Passo a passo:
1. Desligue a impressora pelo botão Power e aguarde o desligamento completo.
2. Pressione e segure simultaneamente os botões:
4 + 7 + JOB/STATUS + POWER.
3. Quando aparecer no visor a mensagem “Firmware Update Mode”, solte todos os botões.

Versões compatíveis:
WF-C5810 → Deve estar na versão DA05, assim vai aceitar a programação direto.
- Se estiver DA06, DA07 ou superior, o firmware está travado.
WF-C5890 → Deve estar na versão DB05, assim vai aceitar a programação direto.
- Se estiver DB06, DB07 ou superior, o firmware está travado.
IMPRESSORAS COM FIRMWARE ATUALIZADO (TRAVADO)
Quando a impressora está com o firmware atualizado (travado), o procedimento para programação do Firmware Chipless apenas se torna um pouco mais complexo, mas não impede o sucesso da programação.
Nesses casos, é necessário remover a placa lógica da impressora e realizar o destrave por um dos métodos abaixo.
Opção 1 – Destrave utilizando gravadora JIG
Nesta opção, é utilizada uma gravadora JIG, que é um equipamento específico que atua diretamente sobre o EEPROM IC5, realizando o destrave em questão de segundos, sem a necessidade de remover o componente da placa.
O processo em si é muito rápido; o maior trabalho está na remoção e reinstalação da placa lógica na impressora. Para então seguirmos para o processo padrão de passar o firmware chipless e ativação com uma chave.
Essa opção é indicada principalmente para quem trabalha com grande volume de impressoras, pois exige um investimento inicial mais alto, incluindo o kit da gravadora JIG e as chaves de ativação.
Importante:
Após o destrave, a versão do firmware continua aparecendo como a versão atual na placa lógica.
Exemplo:
- WF-C5810 com firmware DA06 ou DA07 continuará mostrando DA06/DA07, mesmo após o destrave.
- A versão não volta a aparecer como DA05.
Vantagens
- Processo extremamente rápido
- Redução de tempo no serviço
- Padronização no processo
- Sem risco de dano à placa durante o destrave
- Menor dependência de técnico altamente especializado
- Pode ser realizado por técnicos com pouca experiência em soldagem
- Menor chance de retrabalho
- Mais previsível para prazos com o cliente
Contras
- Investimento elevado
- Necessário volume maior de impressoras para compensar o custo
- Gravadora JIG possui limite de uso (créditos); ao esgotar, é necessário adquirir uma nova
Opção 2 – Regravação direta dos EEPROMs com firmware antigo (.bin)
Nesta opção, o destrave é feito por meio da regravação de um firmware original mais antigo (.bin) diretamente nos três EEPROMs da placa lógica (IC5, IC6 e IC8), utilizando um gravador de EEPROM.
Basicamente, o procedimento consiste em remover as informações do firmware atualizado da placa e gravar uma versão original mais antiga.
Após isso, a placa é reinstalada na impressora e então seguirmos para o processo padrão de passar o firmware chipless e ativação com uma chave.
Diferente da opção JIG:
Após a regravação, a versão de firmware exibida na impressora passa a ser a versão antiga gravada.
Vantagens
- Baixo investimento em equipamentos
- Ideal para quem realiza poucas programações/destraves
- Custo por gravação de cada placa praticamente zero
Contras
- Processo mais demorado
- Dependência de mão de obra qualificada
- Exige experiência em soldagem de componentes
- Maior risco de dano à placa durante a remoção e reinstalação dos três EEPROMs
- Maior desgaste físico da placa
Temos os arquivos .bin disponíveis para venda em nosso site para os seguintes modelos de impressoras:
- Arquivo .bin para Impressora Epson WF-C5390
- Arquivo .bin para Impressora Epson WF-C5810
- Arquivo .bin para Impressora Epson WF-C5890
Ao fazer o download, terão 3 arquivos, sendo cada um nomeado para ser gravado no seu devido eeprom.
Atualmente, possuímos maior experiência com os gravadores de EEPROM RT809F e RT809H, que são os modelos que recomendamos para utilização. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte e orientação durante o processo de gravação, caso necessário.
Para a execução correta do procedimento, também indicamos o uso dos seguintes adaptadores:
- Adaptador Soquete Módulo 200-209MIL SOP8 SOIC8 DIP8 Socket para Gravador de Eeprom
Utilizado para a gravação do EEPROM IC5.
- Adaptador Soquete Módulo Eeprom QFN8-DIP8/WSON8 8mm x 6mm Socket para Gravador de Eeprom
Utilizado para a gravação dos EEPROMs IC6 e IC8.
Mesmo com as atualizações recentes de firmware que adicionaram travas de segurança, as impressoras da linha Epson WF-C continuam permitindo a programação do Firmware Chipless. O que mudou foi apenas o nível de complexidade do procedimento, que agora pode exigir a remoção da placa lógica e a aplicação de técnicas específicas de destrave.
Tanto o uso da gravadora JIG quanto a regravação direta dos EEPROMs são métodos eficazes, cada um com suas particularidades. A escolha do melhor caminho depende do volume de equipamentos, do investimento disponível, da experiência técnica da equipe e da necessidade de agilidade no atendimento.
Com o procedimento correto e mão de obra qualificada, é possível realizar o destrave com segurança e obter sucesso na programação, mantendo a impressora plenamente funcional.



